Checklist
KIT-2-462
plano de adequação 30/60/90 dias à NR-35 — Trabalho em Altura em condomínio: priorização das não conformidades críticas, responsável, prazo, custo estimado, evidência e verificação final — trabalho em altura no condomínio: limpeza de fachada e vidros, poda de árvores, manutenção de caixa d'água, telhado e luminárias; análise de risco, permissão de trabalho, pontos de ancoragem, cinto e talabarte, treinamento e supervisão

Plano de Adequação da NR-35

Este kit abrange a gestão e inspeção técnica de atividades em altura (acima de 2,00 metros) em condomínios residenciais e comerciais, incluindo limpeza de fachadas, manutenção de telhados, caixas d'água, poda de árvores e substituição de iluminação elevada

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Resumo executivo

Implemente o plano de adequação de 30, 60 e 90 dias focado em serviços acima de 2 metros em coberturas, fachadas e reservatórios. Garanta controle de ASO, NR-35, PT e Análise de Risco com registros auditáveis operados pelo zelador e portaria 24h.

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Como é o arquivo

Este é o print da primeira página do arquivo oficial: cabeçalho de identificação (condomínio, área, data e responsável), itens com campos de conformidade C / NC / NA, espaço para observação e bloco de assinatura. Funciona de forma híbrida — no computador da guarita, no celular da equipe ou impresso.

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Capa · itens 1–14

Cabeçalho de identificação (condomínio, área, data, responsável) e os primeiros itens com campos C / NC / NA.

Itens 15–31

Itens 15 a 31 com campos de conformidade e observação.

Itens 32–40

Itens 32 a 40, observações e bloco de assinaturas.

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O mesmo conteúdo sai em folha A4 pronta para imprimir (PDF), em documento editável (Word) e — quando o material tem controle recorrente — em planilha com colunas de lançamento (Excel).

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O que vem neste kit

  • Plano Mestre de Adequação 30/60/90 Dias
  • Formulário Técnico de Análise de Risco (AR)
  • Modelo Operacional de Permissão de Trabalho (PT)
  • Checklist de Inspeção de EPI e EPC
  • Roteiro de Vistoria de Ancoragens e Linhas de Vida
  • Protocolo de Acesso para Prestadores de Serviço
  • Guia de Segurança para Poda de Árvores e Iluminação Elevada
  • Procedimento Operacional Padronizado (POP) para Caixas D'Água e Telhados
  • Matriz de Verificação Final e Evidências Fotográficas

Por que este kit resolve

Áreas e sistemas inspecionados

Pontos de Ancoragem e Olhais de Cobertura (Tipos A1 e C)
Linhas de Vida Flexíveis e Rígidas na Cobertura
Telhados, Calhas e Rufos da Edificação
Reservatórios Superiores de Água Potável e Castelo D'Água
Escadas do Tipo Marinheiro e Gaiolas de Proteção
Fachadas Externas, Pastilhas, Pinturas e Retrofits
Vidros Externos e Esquadrias Elevadas em Áreas Comuns
Luminárias Pendentes, Arandelas e Projetores Elevados
Árvores de Grande Porte nas Áreas Externas e Perímetro
Plataformas Elevatórias (PEMT) e Andaimes Suspensos/Fachadeiros
Barriletes e Casa de Máquinas de Elevadores (Acesso Externo)
Central de GLP e Pára-Raios (SPDA) em Nível Elevado

Referências normativas

  • NR-35 — Trabalho em Altura (Portaria MTP nº 4.218/2022)
  • NR-01 — Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (PGR)
  • NR-06 — Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
  • ABNT NBR 16325-1 — Proteção contra quedas de altura - Dispositivos de ancoragem tipo A, B e D
  • ABNT NBR 16325-2 — Proteção contra quedas de altura - Dispositivos de ancoragem tipo C
  • ABNT NBR 15595 — Acesso por corda - Procedimento para aplicação nas edificações
  • ABNT NBR 5674 — Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção

Amostra do checklist (40 itens no material completo)

001
Cobertura - Pontos de Ancoragem Tipo A1 (Olhais)
risco critica

Os pontos de ancoragem pontuais (Tipo A1) possuem identificação indelével indicando a carga máxima suportável (mínimo 15 kN) e a data da última inspeção realizada?

Critério: Presença de marcação legível com capacidade de retenção mínima de 15 kN (ou 1.500 kgf) por usuário e data de inspeção periódica há menos de 12 meses (ABNT NBR 16325-1 e NR-35.5.2).

Como verificar: Inspecionar visualmente a plaqueta de identificação ou gravação no corpo de cada olhai de ancoragem na cobertura. Verificar se constam fabricante, número de série, carga nominal em kN/kgf e a data da inspeção anual.

002
Cobertura - Pontos de Ancoragem Tipo A1 (Olhais)
risco critica

As bases dos pontos de ancoragem tipo A1 fixadas em concreto ou estrutura metálica estão isentas de fissuras no entorno, folgas mecânicas ou corrosão severa?

Critério: Ausência de trincas na estrutura de fixação, ausência de folga mecânica e inexistência de oxidação profunda/perda de seção de material (ABNT NBR 16325-1).

Como verificar: Examinar a base de fixação de cada olhai na cobertura, inspecionando o concreto no entorno para identificar trincas ou desagregação. Checar se há folga no aperto da porca e se o aço apresenta corrosão por pite (alveolar).

003
Cobertura - Linha de Vida Flexível (Tipo C)
risco critica

O cabo de aço da linha de vida horizontal flexível (Tipo C) apresenta tensão adequada, sem arames rompidos, dobras, esmagamentos ou oxidação ao longo do percurso?

Critério: Zero arames rompidos na perna do cabo, ausência de amassamentos/dobras e indicador de tensão na faixa verde/especificada pelo fabricante (ABNT NBR 16325-2).

Como verificar: Percorrer visualmente a extensão do cabo de aço inoxidável ou galvanizado, verificar a leitura do tencionador/indicador de tensão acoplado e checar a integridade de todas as pernas do cabo.

004
Cobertura - Linha de Vida Flexível (Tipo C)
risco critica

Os absorvedores de energia e os terminais de extremidade da linha de vida tipo C estão integrados, sem sinais de acionamento prévio ou montagem incorreta?

Critério: Absorvedor de energia sem deformação ou ruptura do indicador de impacto e terminais de cabo montados exatamente conforme a especificação do fabricante (ABNT NBR 16325-2).

Como verificar: Inspecionar o absorvedor de impacto no início/fim da linha de vida, verificando se o lacre ou indicador de deformação está intacto. Checar as sapatilhas de proteção e a quantidade/torque dos prensa-cabos ou sapatas prensadas.

005
Cobertura - Linha de Vida Rígida (Tipo D / Trilho)
risco alta

O trilho rígido de ancoragem (Tipo D) está com as emendas perfeitamente alinhadas, batentes fixos nas extremidades e trole com deslizamento livre?

Critério: Deslizamento contínuo sem solavancos ou travamentos, emendas alinhadas com folga de dilatação normaizadaz e batentes finais fixados com porcas freno acionadas (ABNT NBR 16325-1).

Como verificar: Mover o trole manualmente ao longo de todo o perfil metálico na cobertura, testando a passagem pelas emendas e a retenção firme nos batentes instalados no final do trilho.

006
Cobertura - Ancoragens e Linhas de Vida
risco critica

O condomínio dispõe do projeto executivo do Sistema de Proteção Contra Quedas (SPCQ), assinado por profissional legalmente habilitado com a devida ART quitada?

Critério: Projeto executivo completo contendo detalhamento das ancoragens, memória de cálculo das reações nos apoios e ART do engenheiro projetista registrada no CREA (NR-35.5.1 e NR-01).

Como verificar: Verificar na documentação técnica do condomínio (armazenada fisicamente ou na plataforma de gestão GrandCondo) a presença das plantas de locação, memória de cálculo estrutural e a ART quitada no CREA.

007
Cobertura - Ancoragens e Linhas de Vida
risco critica

Existe laudo de inspeção periódica anual dos pontos de ancoragem e linhas de vida com comprovante do teste de arrancamento estático assinado por engenheiro?

Critério: Laudo conclusivo emitido há menos de 12 meses, contendo relatório dos ensaios de arrancamento (pull-out test), ART quitada e ateste de conformidade do sistema (NR-35.5.2 e ABNT NBR 16325).

Como verificar: Consultar o laudo de inspeção anual no arquivo técnico. Checar a data de emissão, a presença do certificado de calibração do equipamento de teste (extensômetro/dinamômetro) e a assinatura do engenheiro responsável.

008
Cobertura - Perímetro e Zonas de Risco
risco critica

O posicionamento das linhas de vida e ancoragens garante uma Zona Livre de Queda (ZLQ) compatível com a altura da edificação e obstáculos inferiores?

Critério: ZLQ disponível no local maior que a ZLQ requerida especificada no projeto do SPCQ, considerando a extensão do talabarte/trava-quedas, abertura do absorvedor, altura do trabalhador e margem de segurança de no mínimo 1,0 m (NR-35.5.11).

Como verificar: Medir a distância vertical entre o ponto de ancoragem/linha de vida e a primeira estrutura inferior existente. Comparar este valor com a ZLQ mínima calculada no projeto do sistema.

Calendário de inspeções

Diário

Zelador(a) / Porteiro Líder
  • Verificar fechamento e trancamento dos acessos ao telhado e cobertura
  • Validar emissão da Permissão de Trabalho (PT) no GrandCondo antes do início de qualquer trabalho em altura
  • Checar condições meteorológicas (vento e chuva) antes de autorizar subida de terceiros

Mensal

Zelador(a)
  • Inspecionar estado visual de escadas marinheiro e travas de segurança
  • Verificar conservação visual dos pontos de ancoragem da cobertura
  • Conferir validade do kit de resgate e EPIs do condomínio
  • Checar iluminação dos acessos aos reservatórios superiores e casa de máquinas

Trimestral

Técnico de Segurança / Zelador(a)
  • Revisar o inventário de pontos de ancoragem do condomínio
  • Conferir ASO (Atestado de Saúde Ocupacional) com aptidão para trabalho em altura de prestadores frequentes
  • Validar certificados de treinamento NR-35 (validade de 2 anos) da equipe própria e terceirizados no GrandCondo

Semestral

Empresa de Engenharia / Consultor SST
  • Inspecionar rigorosamente linhas de vida, cabos de aço e esticadores da cobertura
  • Avaliar integridade das telhas, passarelas de acesso (linha de vida passarela) e rufos
  • Auditar fichas de EPI e comprovantes de higienização de cintos de segurança

Anual

Engenheiro de Segurança do Trabalho
  • Realizar teste de arrancamento estático/dinâmico nos pontos de ancoragem (conforme ABNT NBR 16325)
  • Emitir ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) do Sistema de Ancoragem e Linha de Vida
  • Atualizar a Análise de Risco (AR) Geral para Trabalhos em Altura do Condomínio
  • Revisar o Plano de Emergência e Resgate do Condomínio para acidentes em altura

Plano de ação para não conformidades

Não conformidadeAção corretivaResponsávelPrazoPrioridade
Falta de Projeto Executivo do Sistema de Proteção Contra Quedas (SPCQ) e ausência de laudo de inspeção periódica anual com teste de arrancamento estático.Contratar empresa de engenharia para elaborar o projeto executivo do SPCQ, realizar o ensaio de arrancamento estático (15 kN) nos pontos Tipo A1 e emitir a ART no Crea.Síndico30 diascritica
Pontos de ancoragem Tipo A1 (olhais de cobertura) sem identificação indelével da carga máxima suportável e da data da última inspeção.Instalar placas rígidas gravadas em aço inox ou alumínio junto a cada ponto de ancoragem com carga nominal (15 kN), fabricante, data do ensaio e vencimento da próxima inspeção.Empresa contratada30 diasalta
Bases de fixação de pontos de ancoragem Tipo A1 com fissuras no concreto de suporte e pontos de oxidação nos elementos metálicos.Realizar tratamento anticorrosivo na estrutura metálica, recuperar a base de concreto com graute tixotrópico de alta resistência e validar a integridade através de novo teste de arrancamento.Empresa contratada30 diascritica
Cabo de aço da linha de vida flexível (Tipo C) na cobertura sem o tensionamento adequado, apresentando folgas e ausência de absorvedor de energia nas extremidades.Efetuar o tensionamento do cabo de aço com torquímetro conforme especificação do fabricante, instalar absorvedores de energia homologados e lacrar os terminais com sapatilhas e prensas adequadas.Empresa contratada30 diasalta
Trilho rígido de ancoragem (Tipo D) na cobertura apresentando desalinhamento nas emendas e ausência de batentes fixos fim de curso.Realinhar os segmentos do trilho rígido, reapertar os elementos de fixação estrutural e instalar batentes de fim de curso em ambas as extremidades para impedir o descarrilamento do trole.Empresa contratada60 diasalta
Ausência do cálculo memorial da Zona Livre de Queda (ZLQ) para os trabalhadores conectados às linhas de vida da cobertura, gerando risco de colisão inferior.Solicitar ao engenheiro especialista a revisão e disponibilização do cálculo da ZLQ no local de acesso à cobertura, considerando extensão do talabarte, abertura do absorvedor e deformação da linha.Engenheiro30 diascritica
Trânsito direto sobre telhas frágeis sem a utilização de passadiços (passadeiras rígidas) e sem sistema de retenção de queda no percurso de calhas e rufos.Instalar passadiços antiderrapantes de aço galvanizado sobre as telhas acoplados a uma linha de vida horizontal paralela para manutenção e limpeza contínua de calhas.Empresa contratada60 diascritica
Escadas do tipo marinheiro de acesso ao telhado e reservatório elevado sem linha de vida vertical instalada e sem gaiola de proteção a partir de 2,00 metros.Instalar linha de vida vertical rígida (trilho ou cabo de aço inox 8mm com absorvedor superior) nas escadas marinheiro e readequar o guarda-corpo/gaiola de proteção conforme norma.Empresa contratada60 diasalta
Topo do reservatório elevado (castelo d'água) sem plataforma de trabalho antiderrapante e sem guarda-corpo de proteção no entorno da escotilha de inspeção.Instalar plataforma metálica de trabalho com piso antiderrapante, rodapé de 15 cm e guarda-corpo rígido (1,10 m de altura superior e 0,70 m intermediário) no topo do reservatório.Empresa contratada60 diasalta
Bordas livres da cobertura e aberturas de shafts de ventilação sem guarda-corpo metálico de proteção coletiva.Instalar guarda-corpo fixo e contínuo nas bordas desprotegidas e fechar os aberturas de shafts com grelhas de aço dimensionadas para suportar carga acidental.Empresa contratada60 diasalta
Execução de trabalhos em altura (limpeza de vidros, manutenção de iluminação e SPDA) sem a emissão prévia de Análise de Risco (AR) e Permissão de Trabalho (PT).Implantar a rotina digital de emissão obrigatoria de AR e PT no aplicativo GrandCondo, condicionando o início das atividades à validação e checklist no local pelo zelador.Zelador(a)15 diascritica
Funcionários próprios (zelador e manutenção) executando atividades acima de 2,00m com treinamento NR-35 ou ASO de aptidão para trabalho em altura vencidos.Encaminhar equipe para reciclagem do treinamento da NR-35 (8 horas) e exames complementares de saúde ocupacional para renovação do ASO com aptidão expressa para trabalho em altura.Administradora30 diasalta

Como usar o kit em campo

O plano de adequação de 30/60/90 dias para a NR-35 estabelece a metodologia técnica para mitigar os riscos de queda em altura durante manutenções em telhados, reservatórios, fachadas e iluminação de condomínios. A equipe humana, formada por síndico, administradora, zelador e portaria, utiliza a plataforma GrandCondo para gerenciar a emissão de Análise de Risco (AR) e Permissão de Trabalho (PT), garantindo o compliance normativo e a proteção das rotas de trabalho. As evidências fotográficas são registradas diretamente no sistema para o cálculo do Índice de Conformidade (IC = [itens conformes / itens totais] x 100), assegurando a rastreabilidade perante auditorias e órgãos fiscalizadores.

  1. 1Fase 1 (Dias 1-30): Vistoria Carga Crítica e Interdição PreventivaO zelador realiza a inspeção visual preliminar de todos os pontos de ancoragem, linhas de vida, escadas marinheiro e acessos à cobertura. Havendo pontos ausentes, oxidados ou sem identificação de 15 kN conforme a ABNT NBR 16325, o síndico emite comunicado no GrandCondo e proíbe trabalhos no local. Cada não conformidade crítica é fotografada e anexada ao sistema para compor o inventário de risco inicial.
  2. 2Fase 1 (Dias 1-30): Contratação de Engenharia e Projeto de SPCQA administradora agenda a vistoria de engenheiro habilitado para elaboração do Projeto Executivo do Sistema de Proteção Contra Quedas (SPCQ) com respectiva ART. O profissional realiza os ensaios de arrancamento estático nos pontos Tipo A1 e linhas de vida existentes. O laudo técnico e os certificados dos testes são salvos na central documental do aplicativo do condomínio.
  3. 3Fase 2 (Dias 31-60): Instalação e Adequação de Ancoragens e Linhas de VidaEmpresa especializada instala novos pontos de ancoragem pontuais (Tipo A1) e linhas de vida flexíveis (Tipo C) ou rígidas (Tipo D) na cobertura, caixa d'água e barrilete. Os componentes recebem placas ou gravações indeléveis contendo carga máxima suportável, data de inspeção e razão social da instaladora. O zelador acompanha a entrega técnica, colhendo fotos de detalhe de cada ponto para atualização da galeria de evidências.
  4. 4Fase 2 (Dias 31-60): Adequação de Passadiços, Guarda-Corpos e Trava-QuedasSão instaladas passadeiras antiderrapantes para trânsito seguro sobre telhas frágeis, além de guarda-corpos perimétricos nas bordas livres do telhado. As escadas do tipo marinheiro com mais de 2,00 metros recebem sistema de trava-quedas vertical em cabo de aço ou trilho rígido. O zelador insere o registro visual das melhorias concluídas no módulo de manutenção da plataforma.
  5. 5Fase 3 (Dias 61-90): Procedimentos Operacionais, Treinamentos e Controle de AcessoO síndico padroniza a rotina de emissão do formulário de Análise de Risco (AR) e Permissão de Trabalho (PT) diretamente no ecossistema GrandCondo. A portaria é instruída a só autorizar a entrada de prestadores de serviços de limpeza de fachada, poda ou elétrica após a validação do ASO e certificado NR-35. O zelador fiscaliza no local o uso de cinto paraquedista com duplo talabarte e capacete com jugular.
  6. 6Fase 3 (Dias 61-90): Auditoria Final, Cálculo do IC e HomologaçãoO consultor de engenharia e a gestão predial realizam a reavaliação completa de todos os itens do checklist de adequação. O Índice de Conformidade é calculated dividindo o total de itens aprovados pelo total de itens aplicáveis e multiplicando por 100. Os relatórios e fotos consolidadas são arquivados para prestação de contas no conselho e apresentação ao Ministério do Trabalho quando solicitado.

Dicas de campo

  • Exija o teste de arrancamento estático aplicado aos pontos de ancoragem com carga mínima de ensaio atestada por laudo com ART do engenheiro responsável.
  • Calcule a Zona Livre de Queda (ZLQ) somando o comprimento do talabarte, abertura do absorvedor, altura do trabalhador e margem de segurança de 1,00 metro.
  • O porteiro deve conferir via GrandCondo se a validade do ASO com aptidão para trabalho em altura e o treinamento NR-35 do prestador estão em dia antes de liberar a chave do telhado.
  • Utilize passadiços antiderrapantes e nunca permita que prestadores de serviço ou o zelador caminhem diretamente sobre telhas de fibrocimento, metálicas ou plásticas.
  • Instale linhas de vida verticais fixas em escadas tipo marinheiro de acesso a caixas d'água e reservatórios para permitir o acoplamento do trava-quedas durante toda a subida.
  • Garanta que todos os pontos de ancoragem tipo A1 sejam marcados com identificação indelével indicando a capacidade mínima de 15 kN e a data da última inspeção.
  • Fotografe e registre cada ordem de serviço concluída na plataforma GrandCondo para compor o histórico digital de manutenção e mitigar a responsabilidade do síndico.

Para quem é este kit

Introdução

A gestão do trabalho em altura em condomínios exige um controle rigoroso de riscos estruturais e operacionais para garantir a conformidade normativa e proteger vidas. Este plano de adequação detalha as etapas técnicas para implementar protocolos de proteção em 30, 60 e 90 dias, conectando ativamente a zeladoria e a portaria na prevenção de acidentes.

Seção 01O Cenário do Trabalho em Altura nas Edificações (NR-35)

A Norma Regulamentadora 35 (NR-35) define o trabalho em altura como toda atividade executada acima de 2,00 metros do nível inferior, onde haja risco de queda. No ecossistema de um condomínio residencial ou comercial, essa condição é onipresente na rotina de manutenção. Desde a simples substituição de luminárias pendentes e arandelas no hall, até a poda de árvores de grande porte, limpeza de fachadas e inspeção de reservatórios superiores, a exposição ao risco de queda exige controle rigoroso. A responsabilidade técnica e civil recai diretamente sobre o síndico e a administradora, que respondem solidariamente em caso de sinistros, conforme a legislação vigente. A ausência de um planejamento estruturado não apenas vulnerabiliza a operação, mas também expõe o condomínio a pesados passivos trabalhistas e embargos por parte de órgãos fiscalizadores, inviabilizando manutenções emergenciais em barriletes e casas de máquinas. Para reverter esse quadro, o condomínio deve adotar uma postura preventiva por meio de um plano de adequação escalonado. O objetivo não é paralisar a operação predial, mas sim introduzir critérios de engenharia de segurança que orientem a equipe própria e os fornecedores terceirizados, garantindo que toda intervenção em nível elevado possua rastreabilidade, planejamento prévio e supervisão presencial ativa da zeladoria.

Seção 02Fase 1 - 30 Dias: Diagnóstico, Análise de Risco (AR) e Permissão de Trabalho (PT)

O primeiro mês do plano de adequação concentra-se no mapeamento de ameaças e na implementação de bloqueios documentais e administrativos. O engenheiro de manutenção ou técnico de segurança deve percorrer todas as áreas do condomínio para inventariar os locais que exigem acesso em altura, como telhados, calhas, rufos e escadas do tipo marinheiro. Este levantamento subsidia a elaboração da Análise de Risco (AR), documento que avalia o ambiente, o clima e o método construtivo antes de qualquer intervenção. A partir da AR, o condomínio deve instituir o uso obrigatório da Permissão de Trabalho (PT). A PT é uma autorização temporária e específica para a execução de serviços críticos, válida apenas para a jornada de trabalho aprovada. O zelador assume o papel de supervisor local, inspecionando o isolamento da área e as condições físicas dos trabalhadores antes de assinar a liberação da atividade, assegurando que o procedimento teórico seja respeitado na prática diária. Ações prioritárias para a primeira etapa do cronograma: • Identificar todos os pontos de acesso restrito que configuram risco de queda no perímetro predial. • Elaborar modelos padronizados de Análise de Risco (AR) adaptados à realidade do condomínio. • Instituir a Permissão de Trabalho (PT) como critério inegociável para a liberação das chaves de acesso à cobertura. • Capacitar o zelador para a leitura e validação básica destes documentos antes de liberar o serviço.

Seção 03Fase 2 - 60 Dias: Sistemas de Proteção Contra Quedas (SPCQ) e Ancoragem

No segundo mês, o foco transita da gestão documental para a infraestrutura física da edificação. O Sistema de Proteção Contra Quedas (SPCQ) é o conjunto de elementos estruturais destinados a eliminar o risco de queda ou minimizar suas consequências. É fundamental avaliar a condição dos pontos de ancoragem (olhais tipo A1) e das linhas de vida (flexíveis ou rígidas, tipo C) instaladas na cobertura, frequentemente utilizadas por alpinistas industriais durante a lavagem de pastilhas e retrofits de fachada. A inspeção visual destes componentes deve ser inserida na rotina da zeladoria, verificando sinais de oxidação severa, deformação mecânica ou infiltração na laje de fixação. Contudo, é vital ressaltar que a certificação, o ensaio de tração e a emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) dos pontos de ancoragem são atribuições exclusivas de um engenheiro legalmente habilitado, seguindo as diretrizes da ABNT NBR 16325. Critérios de verificação para a estrutura física de segurança: • Inspecionar o estado de conservação das esperas de ancoragem na cobertura e nas platibandas. • Verificar a existência de guarda-corpos e rodapés íntegros no acesso à casa de máquinas e ao castelo d'água. • Garantir que as gaiolas de proteção das escadas marinheiro não apresentem corrosão ou desprendimento estrutural. • Sinalizar e interditar pontos de fixação que apresentem anomalias visuais até a avaliação de um especialista.

Seção 04Fase 3 - 90 Dias: Gestão de EPIs, EPCs e Treinamento da Equipe

A etapa final do cronograma de adequação foca na proteção individual e na capacitação da equipe humana que opera no condomínio. Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como o cinto de segurança tipo paraquedista e o talabarte duplo com absorvedor de energia (talabarte em Y), devem possuir Certificado de Aprovação (CA) válido expedido pelo Ministério do Trabalho. A guarda, conservação e o descarte de equipamentos com vida útil expirada ou que já sofreram impacto são responsabilidades da administração. Paralelamente, a norma exige que todo trabalhador exposto ao risco seja submetido a um treinamento teórico e prático de no mínimo oito horas, com reciclagem bienal ou sempre que houver mudança de procedimentos. A zeladoria precisa assegurar que Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), como cones, fitas zebradas, telas de proteção e sinalizadores de isolamento, estejam dispostos no solo antes do início de qualquer operação de suspensão. Passos essenciais para a qualificação operacional no terceiro mês: • Auditar a validade dos CAs de todos os cintos, talabartes e capacetes com jugular pertencentes ao condomínio. • Estabelecer um registro de inspeção diária (checklist pré-uso) dos EPIs antes de cada atividade em altura. • Programar os treinamentos de NR-35 para os funcionários próprios que executam a manutenção em luminárias e caixas d'água. • Dimensionar o estoque de EPCs necessários para o isolamento efetivo das áreas de circulação no térreo.

Seção 05Protocolos para Fornecedores: Fachadas, Poda e Manutenção Predial

A contratação de empresas terceirizadas para intervenções externas demanda protocolos de segurança ainda mais rigorosos. Atividades como a limpeza de vidros externos, pintura de fachadas e poda de árvores de grande porte frequentemente exigem o uso de Plataformas Elevatórias Móveis de Trabalho (PEMT) ou andaimes (suspensos e fachadeiros). A montagem e a operação destes equipamentos devem respeitar estritamente a NR-18, garantindo o nivelamento do solo, o travamento das rodas e o uso de sistemas de retenção de queda independentes. O condomínio deve exigir da empresa contratada o envio prévio dos Atestados de Saúde Ocupacional (ASO) constando a aptidão explícita para trabalho em altura, além dos certificados de capacitação da equipe. O zelador deve cruzar essas informações no momento em que os trabalhadores chegam ao local, impedindo o início da montagem de balancins ou cordas caso a documentação da equipe em campo divirja daquela aprovada no planejamento prévio. Em intervenções que interferem no perímetro externo, como a poda mecanizada ou a manutenção do Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA), o risco de queda de galhos, ferramentas ou materiais perfurocortantes exige a evacuação e o bloqueio total do trânsito de pedestres e veículos nas áreas comuns adjacentes. A comunicação prévia aos moradores e a coordenação destas frentes de trabalho são responsabilidades inalienáveis da administração local.

Seção 06Integração da Segurança com a Portaria 24h e o Sistema GrandCondo

A gestão de segurança do trabalho perde grande parte de sua eficácia se não estiver profundamente integrada à rotina da portaria 24 horas e da zeladoria. Com a utilização do sistema GrandCondo, a equipe humana dispõe de ferramentas ágeis e auditáveis para controlar o acesso de terceirizados. O porteiro, ao receber a equipe de manutenção de fachadas, valida a identidade dos prestadores e o status de suas autorizações de serviço diretamente na plataforma, garantindo que nenhum trabalhador não listado nas documentações de segurança acesse as dependências críticas. Além da gestão de pessoas, o fluxo de materiais é um gargalo frequente durante grandes obras e manutenções prediais. Ferramentas pesadas, cordas estáticas, tintas e EPIs muitas vezes são entregues no condomínio dias antes do início do serviço. O módulo de gestão de encomendas do GrandCondo resolve esse problema emitindo um comprovante térmico em menos de 10 segundos no momento do recebimento. Isso assegura o rastreio imediato dos ativos pelo zelador, sem gerar filas ou atrasos na recepção dos moradores. Essa agilidade na portaria 24h liberta o zelador das amarras burocráticas no lobby, permitindo que ele concentre sua atenção onde realmente importa: a supervisão em campo. Ao sincronizar a triagem na portaria com o recebimento rastreável de equipamentos de segurança, a tecnologia potencializa a capacidade da equipe humana de garantir que a Permissão de Trabalho (PT) seja executada em um ambiente perfeitamente controlado, desde a entrada do fornecedor até o recolhimento das ferramentas.

Seção 07Verificação Final, Retenção de Evidências e Auditoria

A consolidação do plano de adequação de 90 dias exige a implementação de um ciclo de auditoria contínua. As Permissões de Trabalho (PT) e as Análises de Risco (AR) não são meros formulários de preenchimento; são provas legais do cumprimento normativo. A NR-35 exige que a documentação técnica, os certificados de inspeção dos pontos de ancoragem e os registros de treinamento sejam retidos e arquivados pelo período mínimo de um ano, estando prontamente disponíveis para a fiscalização do Ministério do Trabalho. O síndico e o engenheiro de manutenção devem realizar auditorias trimestrais ou semestrais nos processos conduzidos pela zeladoria. Isso inclui a verificação in loco da guarda correta dos cintos de segurança, o recolhimento e inutilização de talabartes danificados e a conferência do arquivo de PTs encerradas. O sucesso da gestão de riscos não se mede apenas pela ausência de acidentes, mas pela capacidade do condomínio de comprovar documentalmente o rigor de seus procedimentos operacionais diários. Diretrizes para a manutenção do plano de adequação a longo prazo: • Digitalizar e indexar todas as Permissões de Trabalho finalizadas ao término de cada mês. • Estabelecer um calendário anual de revisão visual das ancoragens, calhas, rufos e pontos de fixação na fachada. • Promover diálogos periódicos de segurança entre o zelador, a portaria e as equipes de conservação predial.

Perguntas frequentes

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Conclusão

Garantir a integridade física dos trabalhadores e mitigar os passivos legais do condomínio requer método, documentação precisa e supervisão ativa da equipe local. Para transformar essas diretrizes em processos auditáveis na sua gestão diária, baixe o nosso Kit Profissional de Inspeção — Plano de Adequação da NR-35 e proteja a sua operação com base nas melhores práticas da engenharia de manutenção.

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